quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Painel Sala de Leitura...

Nossa Sala de Leitura...




Projeto Pequenos Leitores.

Esse projeto foi desenvolvido para incentivar a leitura nos pequenos, os alunos do jardim e pré escola  vieram com os professores visitar a Sala de Leitura da nossa escola onde ouviram histórias contadas por mim e também assistiram o vídeo a menina que não gostava de ler o resultado foi maravilhoso já que muitos alunos na hora de embora me falaram que quando crescer queriam estudar naquela escola porque tinha muitos livros...Foi muito bom!!!



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Analisando Canção do Exílio

Os textos a seguir apresentados apontam qualidades e defeitos existentes no Brasil. O primeiro poema, Canção do Exílio, do poeta Gonçalves Dias, é conhecidíssimo e expressa um sentimento de saudade que idealiza a pátria distante, tornando-a o paraíso mais desejável.
          O segundo poema, Canção do Auxílio, é uma paródia, isto é, um texto que retoma outro existente, utilizando-se de sua estrutura, mas alterando a essência da mensagem, na maioria das vezes de forma sarcástica ou irônica.

Texto A – Canção do Exílio (Gonçalves Dias)Texto B – Canção do Auxílio (autor desconhecido)
 
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu têm mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá:
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá:
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá:
Sem qu’inda aviste as palmeira,
Onde canta o sabiá.
 
Minha terra tem riqueza
Que não dá pra avaliar
Tudo aqui é muito farto,
Mas difícil de comprar;
Não permita Deus que eu morra,
Sem fortuna acumular.

A Praça dos Três Poderes
Mais parece  mina de ouro,
Onde políticos espertos
Buscam, incansáveis, o tesouro.

Minha terra tem políticos que,
Em tempos de campanha,
Compram muitos eleitores
Usando conhecidas artimanhas.

Aqui se compra de tudo
Com a melhor intenção.
Compra-se até deputado
Para garantir eleição.

Minha terra tem fortuna
Que poucas nações têm.
Tem políticos corruptos
E corruptores também.

Após a leitura atenta dos textos acima, responda:
  1. De acordo com a sua análise, qual o sentimento que o Texto A desperta no leitor?
  2. E qual a mensagem que o Texto B tenta transmitir ao leitor?
  3. Qual a principal característica do Brasil que o Texto A destaca?
  4. E qual a principal característica do Brasil que o texto B destaca?
  5. Os dois textos mostram virtudes e defeitos existentes no país, vistos sob o ponto de vista de cada autor. No primeiro texto, o autor só vê virtudes; no segundo texto, o autor só vê defeitos. Baseado neles, escreva um pequeno texto, onde você mesclará tanto as virtudes quanto os defeitos que você conhece e que existem no Brasil de hoje. Você pode e deve defender e criticar as situações apresentadas.
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Viagens na minha Terra

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Narrativa de Aventura.

Leia este fragmento do romance de aventura Peter Pan, do escritor escocês James Matthew Barrie (1860-1937), em que o narrador descreve o Capitão Gancho, vilão da história e responda aos itens de 01 a 09.

              
A ilha de verdade

            Sentindo que Peter estava chegando, a Terra do Nunca acordara de novo. Na sua ausência, as coisas em geral ficam muito tranquilas na ilha. As fadas dormem mais uma hora de manhã, as feras tomam conta dos filhotes, os índios passam seis dias e seis noites comendo sem parar e, quando os meninos perdidos e os piratas se enfrentam, só botam a língua de fora uns para os outros. Mas com a chegada de Peter, que detesta moleza, todos já estão se agitando de novo. Se você encostasse o ouvido no chão agora, ia ouvir a ilha inteira fervilhando de vida.

            Nesta noite, as principais forças da ilha estavam dispostas da seguinte maneira. Os meninos perdidos saíram à procura de Peter, os piratas saíram à procura dos meninos perdidos, os índios saíram à procura dos piratas, as feras saíram à procura dos índios. Todos davam voltas e mais voltas em torno da ilha, mas nunca se encontravam porque iam todos na mesma velocidade.
            Todos queriam sangue, menos os meninos perdidos — que, em geral, também queriam, mas esta noite só saíram para cumprimentar seu chefe. (...) Vamos fingir que estamos deitados aqui, escondidos no meio deste canavial, e podemos observar todo mundo, enquanto eles passam enfileirados, cada um com a mão na adaga.
            Peter proíbe que pareçam com ele, mesmo que seja só um pouquinho. Então eles se vestem com as peles dos animais que caçaram, ficando tão redondos e peludos que, se caírem, acabam rolando. Por isso,pisam com muita segurança, sem tropeçar nem escorregar. (...)
            Os meninos desaparecem na escuridão e, depois de uma pausa —, aparecem os piratas no seu rastro.Antes de serem vistos, são ouvidos. E o que ouvimos é sempre a mesma canção assustadora:
— Ho-ho, ho-ho, por terra e mar
Lá vamos nós piratear...
E se uma bala nos separar
Lá embaixo vamos nos encontrar...

          
Nunca se viu uma fileira de caras mais malvadas, nem mesmo na fila da forca. (...)
            No meio deles, Gancho, Jaime Gancho, ou James Hook.
 a pérola maior e mais negra dessas joias tenebrosas, lá vem recostado o Capitão
            Todo mundo costuma dizer que ele é o único sujeito no mundo de quem até o diabo tem medo. Ele vem meio deitado numa espécie de carroça, puxado por seus homens, e no lugar da mão direita tem um gancho de ferro horrível, com o qual, de vez em quando, anima os puxadores a andarem mais depressa. São tratados como cães, obedecem como cães. O capitão tem a cara morena e um ar cadavérico, com cabelo comprido penteado em cachos longos, que de longe parecem umas velas pretas – coisa que acaba dando uma expressão especialmente ameaçadora a um rosto que até poderia ser bonito. Tem os olhos azuis da cor de miosótis e um olhar triste e melancólico – a não ser quando está enfiando o gancho em alguém, porque nesse caso os olhos ficam vermelhos e se acendem horrivelmente. Ainda se comporta como se fosse um grande fidalgo, capaz de estraçalhar alguém, com bons modos, e ouvi dizer que é um ótimo papo, capaz de contar casos engraçadíssimos. Nunca é tão sinistro como quando é muito delicado, o que provavelmente é a verdadeira prova de seu nascimento nobre. E a elegância de sua linguagem, sem erros de gramática, mesmo quando está xingando, assim como o seu porte distinto, mostram logo que ele é de uma classe social bem superior à de sua tripulação. É um homem de coragem indomável, e dizem que só tem medo de uma coisa no mundo - seu próprio sangue, que é grosso e de uma cor fora do comum. Gosta de se vestir macaqueando a moda do tempo do rei Carlos II, porque em algum momento anterior de sua carreira, ouviu alguém dizer que tinha uma estranha semelhança com os infelizes membros da casa de Stuart. E, para completar, tem sempre na boca uma espécie de piteira dupla, que ele mesmo inventou, e que serve para fumar dois charutos ao mesmo tempo. Mas, sem dúvida, o seu detalhe mais assustador é a tal garra de ferro.
. Vamos agora matar um pirata, para fazer uma demonstração do método de Gancho. Morteiro, por exemplo, pode servir. Enquanto passam, Morteiro esbarra nele sem querer, amassando um pouco a gola de renda do capitão. O gancho avança, há o barulho de uma coisa se rasgando, um grito, e em seguida o corpo é chutado para o lado, enquanto os piratas seguem adiante. O capitão nem mesmo tirou o charuto da boca.
É esse o homem terrível que Peter Pan vai ter que enfrentar. Quem vencerá?

 (BARRIE, James Matthew. A ilha de verdade. In: Peter Pan. Tradução integral de Ana Maria Machado. São Paulo: Salamandra, 2006. p. 75-81 (fragmentos))

Glossário:

Tenebroso: Terrível, assustador.
Miosótis: Erva com flores pequenas e vistosas, que mudam de róseas para azuis.
Sinistro: Assustador.
Porte: Postura, aspecto.
Distinto: Elegante, ilustre.
Indomável: Que não pode ser vencido.
Rei Carlos II: Nascido em 1630, foi rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda entre 1660 e sua morte foi em 1685.
Casa de Stuart: Expressão relacionada  à família de procedência bretã, com origem no século XI, que conquistou o trono da Escócia e da Inglaterra.


Analisando o texto

1. “Sentindo que Peter estava chegando, a Terra do Nunca acordara de novo.” (Linha 1) Como fica a ilha na volta de Peter Pan?

2. Como é descrito o grupo de piratas? Transcreva um trecho do texto lido que comprove sua resposta.

3. O texto fala das muitas características do Capitão Gancho. Cite duas delas.

4 . Segundo o texto, o capitão era “a pérola maior e mais negra dessas joias tenebrosas” (linha

O que essa frase sugere sobre o capitão? (1 escore)

5. Copie do texto lido um trecho em que o narrador mostra que o capitão era um homem bastante temido.

6. Explique o sentido da palavra “macaqueando” no seguinte trecho do texto lido:
 “Gosta de se vestir macaqueando a moda do tempo do rei Carlos II, porque em algum momento anterior de sua carreira, ouviu alguém dizer que tinha uma estranha semelhança com os infelizes membros da casa de Stuart.”

7. Leia este trecho retirado do texto e responda a pergunta a seguir:

“O capitão tem a cara morena e um ar cadavérico, com cabelo comprido penteado em cachos longos, que de longe parecem umas velas pretas — coisa que acaba dando uma expressão especialmente ameaçadora a um rosto que até poderia ser bonito”. Tem os olhos azuis da cor de miosótis e um olhar triste e melancólico (...)”

Quais são as características físicas citadas acima que acabam dando ao capitão uma expressão ameaçadora?

8.  Copie do texto as expressões a que se referem às características citadas a seguir:

a) distinto         b) indomável:     c) infelizes:   d) assustador    e) grosso    f) estranha:

9. Cite 2 (duas) características do capitão Gancho que revelam que sua origem é nobre?




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Projeto Pequeno Príncipe.



Oi Pessoal esse projeto é muito bacana está sendo realizado aqui na minha escola para trabalhar a competência leitora e escritora.


Projeto Literário:O Pequeno Príncipe.
Categoria:Competência Leitora e Escritora.
Foco Principal do Projeto:Alunos do 6 º e 7 º anos.(Projeto Interdisciplinar).
Justificativas.
Cientes da importância da competência leitora e escritora no ambiente escolar e sabendo que através dessas competências desenvolvidas o aluno terá facilidade em compreender,interpretar e posicionar-se criticamente frente ao que se lê,a Sala de Leitura juntamente com os professores propuseram esse projeto para trabalhar a leitura de uma forma interdisciplinar.
 Objetivos.

 -Desenvolver a criatividade.
-Estimular a fantasia e as mais diversas formas de representação e expressão.
-Contribuir para a formação de leitores competentes e autônomos despertando a necessidade de querer conhecer.
-Elevar o nível de letramento dos alunos.
-Desenvolver o prazer da leitura em grupos e compartilhada.
Procedimentos.
 Os livros serão levados para à sala de aula  pela professora de Língua Portuguesa que ficará responsável pelos livros e que os emprestará para os alunos levarem para suas casas e efetuarem a leitura dentro de um prazo determinado.Após todos os alunos lerem começará o trabalho interdisciplinar e os professores poderão conversar na Atpc como será o trabalho quantas aulas irão utilizar para trabalhar o livro.
Língua Portuguesa:a professora poderá passar o filme O pequeno Príncipe e fazer comparações e trabalhar interpretação.
História:a professora irá trabalhar(a história do deserto Saara e outar regiões que aparecem no livro).
Geografia:a professora irá trabalhar a localização do deserto Saara e outras regiões.
Ciências:a professora irá trabalhar os planetas,estrelas,asteróides e os baobás.
Arte:a professora irá trabalhar as horas do pequeno Príncipe(Confecção de relógios no cd com o fundo de desenhos do Pequeno Príncipe),trabalhos que serão expostos nos murais da escola.
Matemática:a professora poderá trabalhar a multiplicação com o acendedor de lampião e outras atividades.
E as professoras da Sala de Leitura juntamente com a professora mediadora vão elaborar uma peça de teatro relacionado com o livro.
 Metas.
 Todos os alunos do 6 º anos A e B e os alunos do 7 º anos A  e B.
E os professores envolvidos no projeto que também terão de ler o livro para conseguir
desenvolver o trabalho.
Recursos para o desenvolvimento do projeto.
Para que o projeto seja desenvolvido adequadamente será necessário 40 livros
“O Pequeno Príncipe” do autor Antoine De Saint-Exupéry, livros esses que após
o projeto ficará à disposição de todos os alunos e professores na Sala de Leitura.
 Avaliação.
E ao final do trabalho os alunos poderão se posicionar criticamente sobre a leitura e o
trabalho sobre o livro.
Professoras Responsáveis: Gislene Teixeira e Rosa Romualdo.(Sala de Leitura).





Vanguardas Europeias.

Trabalho sobre as Vanguardas Europeias (visualidade artística) realizado pelos alunos do 3 ano do Ensino Médio sobre a coordenação do professor de Arte Gustavo.




My City:Itatinga

Ilustração dos pontos da cidade realizado pelos alunos dos 7 anos com a coordenação da professora Mônica(Inglês) de acordo com o caderno do aluno.



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Trabalhando a interdisciplinariedade.

Interdisciplinaridade Matemática e Língua Portuguesa.


A partir da obra Mamoeiro de Tarsila do Amaral, é possível a introdução ao tema ângulos (geometria) e o trabalho de reconhecimento de elementos da narrativa e consequente criação de texto narrativo.

 


Analisando a Música.

Essa música foi trabalhada pela minha colega professora Melissa com o 9 ano e foi muito produtivo onde os alunos fizeram as interpretações objetivas e subjetivas fizeram também a representação visual da música e construíram a paródia a seguir estão  as atividades ...


COMIDA
(TITÃS)
Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer
Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comer
A gente quer comer, quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer pra aliviar a dor
A gente não quer só dinheiro
A gente quer dinheiro e felicidade
A gente não quer só dinheiro
A gente quer inteiro e não pela metade.
(Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Brito)



a) Justifique o título da música.
b) Qual é a principal “fome” humana? E quais as “causas” da fome?
c) O povo brasileiro tem fome de quê?
d) Você acredita que o dinheiro traz felicidade?
e) Você acha que o prazer pode aliviar a dor? Por quê? Exemplifique.
f) O que “a gente quer por inteiro e não pela metade”?
g) Qual a diferença entre a gente e agente?
i) Como está sendo tratada a questão da fome no Brasil ? Produza um texto colocando seu ponto de vista a respeito da charge abaixo.


1-EXISTE FOME NO BRASIL?
(   )SIM     (  )NÃO
2- QUE TIPO DE FOME?
  (    ) COMIDA         (    ) ÉTICA   (   )  CUTURA   (   ) ESPORTE       (     )  EDUCAÇÃO
3- PARA SANAR A FOME QUE NECESSITAMOS É PRECISO SOMENTE DINHEIRO?
(   )  SIM       (   )  NÃO
4- QUAL O MOTIVO  QUE GERA  ESSA FOME ?
(   ) A QUALIDADE  DE EDUCAÇÃO    (   )  CORRUPÇÃO DOS GOVERNANTES    (   )OPORTUNIDADE DE TRABALHO
(   )  COMODISMO DO CIDADÃO     (    ) OUTRO MOTIVO  QUAL? ______________
5- É SÓ O DINHEIRO QUE TRAZ FELICIDADE?
(     ) SIM      (      ) NÃO
6-E VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?_______________________


Representação Visual da Música ....



















Paródia da Música.
E você quer o quê?

CRIME  É RUIM
PAZ É BOM
E VOCÊ QUER O QUÊ ?
QUEREMOS DIVERSÃO
QUEREMOS EDUCAÇÃO
E VOCÊ QUER O QUÊ ?
CRIME É RUIM
PAZ É BOM
E VOCÊ QUER O QUÊ ?
QUEREMOS LIBERDADE
QUEREMOS IGUALDADE
E VOCÊ QUER O QUÊ ?
QUEREMOS AMOR
E TER VALOR
E VOCÊ QUER O QUÊ ?
QUEREMOS JUSTIÇA
CHEGA DE INJUSTIÇA
E VOCÊS QUEREM O QUÊ ?
AUTOR:JOÃO MARCOS DO CARMO. (9ºANO A)




quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Fábula da Corrupção

Análise de tirinha.



1- Helga, no primeiro quadrinho, diz uma frase que é característica de que conhecida história infantil?
2- Ela chega a completar a frase? Comprove sua resposta.
3- O espelho foi sincero? Comprove sua resposta.
4- O que, provavelmente, aconteceria com o espelho se ele tivesse respondido de outra maneira?

Tirinhas.

Análise de Tirinhas.


1- A tira inicia-se com Cebolinha tendo que resolver um problema. Qual é este problema?
2- No segundo quadrinho, Cebolinha enxerga uma possível solução para esse problema. Qual?
3- A expressão “quebrar o galho” ganhou duplo significado no texto. O que significou a expressão
para Mônica e o que significou para Cebolinha?
4- O problema de Cebolinha foi resolvido?
5- Mônica percebeu o engano que cometeu?

6- O que significam as estrelas e a fumaça na cabeça de Cebolinha?

Dissertação.

Como fazer uma boa dissertação.
Quer fazer uma boa dissertação? Todos desejam ser bem avaliados em suas dissertações, afinal, esse tipo de texto é cobrado na maioria dos processos seletivos. Portanto, fique atento quanto às características dessa modalidade textual. Muitos escrevem, escrevem e não procuram saber nem mesmo o básico necessário para se fazer um texto dissertativo.

Então, seja cauteloso em sua dissertação quanto aos seguintes pontos:

a) Verbos: os verbos devem estar em terceira pessoa, ou seja, referindo-se a: ele, ela, eles, elas.

b) Linguagem: é formal, logo, obedece às normas gramaticais. Dessa forma, empregos de expressões coloquiais, ou seja, da oralidade e gírias estão excluídas, tais como: tá boa, o bofe lá, tampá o sol com a peneira, ninguém merece, isso está cheirando mal, sem noção, camarada, etc.

c) Palavras: devem ser usadas no seu sentido denotativo, literal, ou melhor, no que consta no dicionário. Deixe o sentido figurado para as poesias e outros tipos de textos.

d) Expressões: é comum lermos: eu acho, na minha opinião, de acordo com que penso a esse respeito, em redações dissertativas. No entanto, essas colocações são redundantes, pois é um texto que mostra o ponto de vista do autor em relação a um fato. Então, é redundante usar tais expressões, mesmo porque deve-se manter a terceira pessoa do discurso.

e) Períodos: devem ser objetivos e claros. De preferência, mais breves, pois períodos muito longos geram confusão. Aproveite e verifique se a pontuação está correta: se o ponto final está presente em cada ideia finalizada! Estará errada se as orações estiverem emendadas por vírgulas, ocasionando o período longo e confuso.

f) Estrutura: observe aqui a paragrafação, ou seja, a divisão por parágrafos e também se há introdução, desenvolvimento e uma boa conclusão. Muitas vezes, esta última parte é esquecida!


Por último observe se sua dissertação tem o mínimo de 15 linhas escritas e o máximo de 35 (tamanho exigido na maioria dos processos seletivos, principalmente no ENEM).

Interpretação de poemas.

Exercícios de interpretação
Texto 1   
Cidadezinha cheia de graça

 Cidadezinha cheia de graça                                        
 Tão pequenina que até cauda dó!                            
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...   
E fica a torre, sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!... 

Eu que de longe venho perdido,
Sem pouso fixo ( a triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda vida pode morar!
Cidadezinha... Tão pequenina
Que toda cabe num só olhar...

QUINTANA, Mario. Prosa & verso. Porto Alegre: Globo, 1978. P.5-6.

cismar: pensar, imaginar
Sina: sorte, destino


Texto 2        
 Cidadezinha qualquer

Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar...as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa & prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987. P.22.


Texto 1   
Cidadezinha cheia de graça
1.     Cidadezinha cheia de graça é um soneto. Esse nome deriva do italiano sonetto, que significa “pequeno som”. Os sonetos são composições poéticas de catorze versos, dispostos em dois quartetos (estrofes de quatro versos) e dois tercetos (estrofes de três versos) e que possuem grande musicalidade.
a.    Leia-o em voz alta e responda: o que o torna tão musical?
b.    Tendo em vista esse poema, defina o que é um verso e o que é uma estrofe.
c.    Quem é o eu lírico do poema?
d.    Em que estrofe há palavras que explicitamente o denunciam?
e.    Como a cidade é vista pelo eu lírico?
f.    Na cidade, um elemento também parece ver o mundo, Que elemento é esse?
g.    Explique o verso: “ Fica cismando como é vasto o mundo!...”
h.    Explique que tipo de sentimento exprimem o uso dos diminutivos cidadezinha, pequenina, burricos, igrejinha.

Texto 2         
Cidadezinha qualquer
1.     O que sugere o título Cidadezinha qualquer ?
2.    O poeta descreve uma cidadezinha.
a.    Que elementos ele seleciona para descrevê-la?
b.    Esses elementos são suficientes para nos transmitir um retrato dela? Justifique sua resposta.
c.    Que palavras do texto Cidadezinha cheia de graça serviram para descrever a cidadezinha de Drummond?
3.    Que efeito produz a repetição da palavra devagar na segunda estrofe?
4.    Leia:
“Devagar...as janelas olham.”
a.    Relacione esse verso a uma passagem do poema Cidadezinha cheia de graça.
b.    O que podemos entendem quando o poeta diz que as janelas olham?
5.    Há um eu lírico que, de alguma forma, se manifesta no poema? Explique.



Figuras de Linguagem nas músicas

Til.

Til.
Publicado inicialmente em 1872, José de Alencar documenta neste romance de sua fase regionalista (junto a O Gaúcho, O Sertanejo e Tronco do Ipê) o cotidiano numa fazenda do interior paulista do século XIX. Berta, também conhecida pelo apelido Til, é a típica heroína romântica de alma bondosa que se sacrifica em prol de todos.
Resumo
Besita, moça pobre, porém das mais belas da região, é objeto de desejo tanto de Luis Galvão, jovem fazendeiro, quanto de Jão, um órfão que foi criado junto com Luis Galvão. A moça corresponde ao amor do rico fazendeiro, mas este não tem interesse em desposar Besita, pois ela é pobre.
Influenciada por seu pai, Besita acaba casando-se com Ribeiro. Esse, logo após a noite de núpcias, parte em viagem para resolver problemas relacionados a uma herança de família e fica anos afastado. Durante o período em que Ribeiro não se encontra pela região, Luis procura Besita, que o recebe achando tratar-se de seu marido. Desse encontro nasce Berta.
Uma tarde, Ribeiro retorna e, ao encontrar sua esposa com uma filha, descontrola-se e assassina Besita. Jão não consegue evitar a morte dela, mas consegue salvar Berta, que passa a viver com nhá Tudinha e seu filho Miguel. Zana, uma negra que vivia com Besita, enlouquece após presenciar o assassinato desta. Jão torna-se capanga dos ricos da região, cometendo várias mortes e tornando-se o temido o Jão Fera.
Quinze anos depois de assassinar sua esposa, Ribeiro retorna irreconhecível e com o nome de Barroso. Com o propósito de vingar-se de Luis Galvão, ele contrata Jão Fera, que não o reconhece. Porém, Berta descobre os intentos de Ribeiro e consegue salvar Luis.
Em uma segunda tentativa, dessa vez com a ajuda de alguns escravos da Fazenda das Palmas, Ribeiro incendeia o canavial. Ao tentar apagar o fogo sozinho, Luis leva uma pancada na cabeça. Quando está para ser lançado ao canavial em chamas, Luis é salvo por Jão, que mata os responsáveis pelo incêndio, com exceção de Ribeiro.
Após isso, Jão Fera é preso em Campinas. Sabendo da ausência desse, Ribeiro planeja uma outra vingança, dessa vez contra Berta. Aproxima-se dela, que está com Zana, mas nesse momento chega Jão (que tinha se libertado) e mata Ribeiro de forma violenta. Brás, sobrinho de Luis com problemas mentais, leva Berta para ver a cena. Ela foge horrorizada e João, sabendo que a moça o desprezava a partir de então, entrega-se a polícia.
Convém neste ponto relatar a relação entre Brás e Berta. O jovem Brás possui problemas mentais e é completamente excluído em sua família. Apesar de Brás ser apaixonado por Berta, ela não pode corresponder aos sentimentos do rapaz, resolvendo então ensinar o abecedário e rezas a ele. Porém, o menino tem grandes dificuldades em aprender, tendo apenas decorado o acento "til", que o encantava. Para facilitar o aprendizado, Berta se autonomeia Til e passa a ensinar Brás relacionando cada coisa com nomes de pessoas que ele conhecia.
Em certo momento, Luis decide contar toda a verdade para sua esposa, D. Ermelinda. Em um primeiro momento ela se entristece, mas depois passa a apoiar o marido e decide que ele deve reconhecer Berta como filha. Dessa forma, os dois a procuram e contam tudo, omitindo as partes desagradáveis.
Jão foge mais uma vez da prisão e vai procurar Berta. Desconfiada que Luis Galvão e sua esposa escondem algo, ela implora a Jão que conte toda a verdade sobre a história de sua mãe Besita, o que Jão faz. Berta se emociona com a história e abraça Jão, dizendo que ele sempre cuidou dela, sendo, então, seu pai.
Luis quer que Berta vá morar com ele, mas ela nega e pede que ele leve Miguel. Todos partem e Berta fica na fazenda com Jão Fera e Brás.

Lista de Personagens
As personagens de Til são arquétipos da sociedade brasileira do século XIX: os escravos, os aristocratas, o povo pobre. A sociedade da época estava estruturada basicamente em duas camadas sociais: de um lado os aristocratas, grandes latifundiários e escravocratas, e de outro lado estavam os escravos e a gente humilde do campo. Tanto na região rural, onde se passa o romance, quanto nas grandes cidades quase não há classe média.

Berta, Inhá ou Til: personagem central do livro, Berta, filha bastarda do fazendeiro Luis Galvão com Besita, é a representação típica da heroína romântica. Após a morte de sua mãe, passa a viver com nhá Tudinha e seu filho Miguel. Muito bonita e graciosa, atrai o carinho e o amor de todos, tendo contato inclusive com as pessoas mais desprezadas da região. Berta é personagem central e exerce grande influência sobre todas as outras personagens do livro.

Miguel: filho de nhá Tudinha, mostra-se apaixonado por sua irmã de criação, Berta (ou Inhá, como ele a chama). Por ser pobre, Miguel busca estudar para ascender socialmente e poder se casar com Linda.

Luis Galvão: dono da Fazenda das Palmas. Homem de muitas aventuras amorosas desde a juventude, é sempre protegido por seu "capanga" João Fera.

Linda: é filha de Luis Galvão e D. Ermelinda. Educada aos moldes da corte, mas amiga de Berta e Miguel, jovens de camada social inferior.

Afonso: irmão de Linda. Possui o mesmo espírito conquistador de seu pai e acaba se apaixonando por Berta, sem saber que esta é sua irmã de sangue.

Jão Fera ou Bugre: capanga dos ricos da região, é um homem temido. Sem conseguir salvar Besita, por quem era apaixonado, passa a proteger Berta após a morte de sua mãe.

Brás: sobrinho de Luis Galvão que sofria de ataques epiléticos e era débil mental. Era apaixonado por Berta (ele a chama de Til), que lhe ensinava o abecedário e rezas.

Zana: negra que trabalhava para Besita e que elouquecera após presenciar o assassinato de Besita.

Ribeiro ou Barroso: marido de Besita. Logo após a noite de núpcias, parte para longe e fica anos afastado. Ao voltar e encontrar a esposa com uma filha, planeja vingança e assassina Besita. Promete vingar-se de Luis Galvão e Berta.

D. Ermelinda: elegante esposa de Luis Galvão.

Sobre José de Alencar
José de Alencar nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1º de maio de 1829. Formado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, teve intensa carreira política como deputado, ministro e outros cargos. Em 1856 publicou seu primeiro romance, Cinco Minutos, seguido por A Viuvinha (1857). Porém, foi apenas com O Guarani (1857), que José de Alencar torna-se um escritor reconhecido pelo público e pela crítica. Vitimado pela tuberculose, faleceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1877.
Sua obra, tida como uma das maiores representações do Romantismo brasileiro, é dividida em quatro fases. A primeira, a dos romances indianistas, tem suas maiores obras: Iracema (1865), Ubirajara (1874) e O Guarani. A segunda fase, a dos romances históricos, temos Minas de Prata (vol. 1: 1865; vol. 2: 1866) e Guerra dos Mascates (vol. 1: 1871; vol. 2: 1873). A terceira fase é a dos romances regionalistas e tem como representantes as obras O Gaúcho (1870), O Tronco do Ipê (1871) e Til (1871). Por fim, a última fase é a dos romances urbanos, onde temos Lucíola (1862), Diva (1864) e A pata da Gazela (1870).

Fonte:Guia do Estudante.